A CONFRARIA - Breve História

Em 1990 iniciou em Évora um curso sobre “análise sensorial para selecção e treino de provadores de vinho” promovido pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), com o objectivo de posteriormente se constituir a primeira Câmara de Provadores da Comissão.

Era monitor desta acção de formação o Engenheiro Técnico Agrário Vitor Manuel da Ponte Fernandes, então presidente da Câmara de Provadores do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e Grão Escanção da Colegiada dos Enófilos de S. Vicente (confraria báquica de âmbito nacional, constituída em 1989).

O Eng.º Ponte Fernandes, juntamente com outros elementos do grupo (alguns deles também confrades da Colegiada), propuseram e motivaram os restantes participantes para que no Alentejo também se criasse uma confraria báquica.

Foi este o grupo dinamizador da CONFRARIA DOS ENÓFILOS DO ALENTEJO o qual contou com a colaboração do ilustre historiador eborense Dr. Manuel Carvalho Moniz, para a feitura dos estatutos, nomeadamente para a selecção dos termos mais apropriados para os órgãos sociais e para os vários elementos dos mesmos, à imagem do que era hábito nas Irmandades ou Confrarias da Idade Média.

A Confraria dos Enófilos do Alentejo foi formalmente constituída, por escritura pública lavrada no Palácio D. Manuel em Évora, a 29 de Junho de 1991, tendo apadrinhado o acto o Eng.º João Carvalho Ghira, como Grão Mestre da Colegiada dos Enófilos de S. Vicente.

Participaram neste acto público muitos dos futuros Confrades Fundadores da Confraria, tendo a escritura de constituição sido subscrita por 23 destes, pelo Dr. Manuel Carvalho Moniz e por Luísa Charrua, actualmente Confrade Irmã.

Da vinha está presente no Alentejo, representando um factor sócio-económico de fundamental importância nesta região.

A expressão cultural desta actividade está de tal forma arreigada nas gentes do Alentejo que os seus valores de referência constituem uma verdadeira tradição cultural.

Foi com base neste sentimento da expressão cultural da vinha e do vinho no Alentejo que surgiu a Confraria dos Enófilos do Alentejo, iniciando-se o percurso num grupo de enófilos que se juntavam periodicamente em torno do tema da vinha e do vinho e que coincidiu temporalmente com uma importante movimentação da sociedade Alentejana a qual conduziu à Demarcação da Região, enquanto produtora de vinhos, em 1989.

No dia 29 de Junho de 1991 é assim constituída a Confraria dos Enófilos do Alentejo por escritura pública, no Palácio D.Manuel, em Évora.

A Confraria dos Enófilos do Alentejo constituiu-se como uma associação cultural de direito privado, sem fins lucrativos, com o objectivo da defesa, prestigio, valorização e promoção dos vinhos do Alentejo, actuando com total independência e isenção política e religiosa.

Durante o ano a Confraria organiza cursos de prova de vinhos, visitas a regiões vitivinícolas, nacionais e estrangeiras, concursos de vinhos – anualmente o concurso de vinhos na produção e de três em três anos o concurso de vinhos engarrafados, e encontros temáticos sobre a problemática da vinha e do vinho.

A acção da Confraria dos Enófilos do Alentejo consiste essencialmente na divulgação da vinha e do vinho do Alentejo, abrangendo fundamentalmente as suas vertentes históricas e culturais, mas igualmente as económico-sociais e outras (Artigo 3º dos estatutos – Objecto).

A Confraria dos Enófilos do Alentejo tem actualmente cerca de 250 confrades, nas diferentes categorias (Confrade de Honra, Confrade de Mérito, Confrade Fundador e Confrade Irmão).